Poltica

ELEIES 2018

Os caminhos so mais largos para quem usa recursos de origem duvidosa, diz Mrlon Reis

01/10/2019 14h35 - Atualizado em 04/10/2019 14h32

Após pareceres que indicam a desaprovação das contas de sua campanha, o ex-juiz Márlon Reis (Rede), que é natural de Pedro Afonso, conversou com exclusividade com o Portal CNN. Ele falou sobre as possíveis irregularidades cometidas quando ele disputou a eleição para governador do Tocantins, em 2018. Leia mais aqui.

Ao comentar sobre a indicação pela desaprovação, Márlon, que deixou a carreira de magistrado para ingressar na vida política, disse que está consciente e aguarda a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “É um mero parecer. O Tribunal Eleitoral ainda decidirá sobre o tema. Estou convicto de que as contas da campanha serão aprovadas”, frisou o ex-juiz, conhecido por ser um dos responsáveis pela criação da Lei da Ficha Limpa.

Márlon, que é filiado ao Rede Sustentabilidade, afirma que o partido assumiu oficialmente os débitos de campanha e a documentação já foi anexada aos autos. “Demonstrarei, no final, que todas as regras foram devidamente cumpridas ainda que para isso seja necessário recorrer às instâncias superiores da Justiça Eleitoral”, destacou.

Sobre os pagamentos de fornecedores em atraso, citados nos pareceres emitidos pelo Procuradoria Regional Eleitoral e pela Coordenadoria de Controle Interno e Auditoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que ultrapassam os R$ 700 mil, o pedroafonsino, que ficou em terceiro lugar, com 6,68% dos votos na última eleicao, assegura que não correspondem com a dívida real deixada na campanha. “De modo algum! Os valores estão sendo discutidos na via judicial, porque não houve acordo quanto ao montante real. Por isso a pendência”, frisa ao informar que existe uma discussão sobre o tema no âmbito da justiça comum e que os valores serão reduzidos significativamente.

Questionado sobre a dificuldade de recursos para custear os gastos com a campanha, Márlon revelou que seus limites na captação de recursos foram determinados pela grande seriedade da forma como foi feita sua campanha. “Os caminhos são mais largos para quem usa recursos de origem duvidosa”, concluiu.